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domingo, 21 de agosto de 2011

Um doente com Alzheimer nunca é previsível

Nova mudança: A avó fica em nossa casa de noite, dado ter saído sózinha e se ter perdido de manhã (foi a 1ª vez que a vi chorar, apesar de ter aceite resignada a decisão unilateral de lhe mudar a casa, o quarto e a cama - o lar dela). 
Na manhã seguinte, sábado ela acordou bem disposta e colaborante - parecia a avó dos velhos dias, conversou com nexo, ajudou a fazer o almoço, a pôr a mesa, etc. tudo certinho.

De vez em quando, fala do Lar e de situações "incómodas". Definiu o Lar como "um sítio onde os idosos estão sentados em fila, a dormir", mas que gosta de lá estar porque "ajuda". Segundo ela, vai acordar os que estão muito tempo a dormir e conversar com os que estão calados muito tempo.

Na noite seguinte, tudo do avesso. Levantou-se várias vezes. Ás 6h da manhã, estava vestida e pronta para ir para a rua. Fazer? Ir á igreja porque é domingo. Convenci-a a voltar para a cama.

Come cada vez menos, mesmo as coisas que gostava muito.
Quando lhe dou os comprimidos, diz em voz alta os nomes deles e questiona sempre a quantidade...

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